terça-feira, 22 de agosto de 2017

Atitudes que contribuem para RESSIGNIFICAR a VIDA

Hoje iniciamos um novo ciclo de textos que irá apontar quais atitudes podemos adotar para que seja possível fazer uma ressignificação da própria vida. Vale a pena recordar sobre o que estamos falando quando propomos o caminho de ressignifacar a própria história. É um processo para revisitar de fatos, acontecimentos, sensações, sentimentos e vivências que proporciona uma releitura do que aconteceu.

Isso torna possível enxergar aspectos que antes não eram vistos e dar novo significado e sentido ao que se passou, mesmo para aqueles fatos difíceis e dolorosos. Nem sempre é um caminho fácil a percorrer, mas certamente os efeitos dessa aventura valerá o esforço despendido.

O processo de ressignificação da vida de forma alguma é passivo, inerte. Ao contrário, exige daquele que se propõe a essa experiência uma postura de esforço, dedicação, coragem e firmeza. Nem sempre é fácil rever a própria história e se permitir a entrar em contato com toda aquela carga de fatos e experiências. É preciso fazê-lo em liberdade, desafiando-se a cada passo a ser dado.

Existem algumas atitudes que contribuem para que todo esse processo seja possível. Nas próximas semanas nos dedicaremos a falar sobre cada uma delas. São elas:

Coragem para enxergar-se
Recordar o passado
Abertura para questionar-se
Rever os fatos dolorosos
Abrir-se para novos conceitos sobre si mesmo e sobre os outros
Evitar justificativas
Perdoar-se
Perdoar a quem me feriu
Administrar o que se sente
Abrir-se ao outro
Atribuir sentido à vida

Serão semanas que nos farão refletir sobre cada um desses pontos, bem como avaliar nossas atitudes atuais, a fim de provocar uma autocrítica e mudança de postura, se for o caso. Esperamos poder ajudar por meio dessas reflexões e contribuir para que você veja a vida com outros olhos, de maneira mais livre e cheia de sentido. E então, aceita nosso desafio?

Gabriela Neves

terça-feira, 15 de agosto de 2017

A afetividade equilibrada leva à liberdade

Estamos encerrando nosso ciclo de textos sobre afetividade. Por essas semanas, refletimos sobre o que é afetividade, as formas de desequilíbrio e como amadurecer essa área de nossas vidas. Tivemos a oportunidade de muitas vezes nos questionar e nos enxergar nos textos que foram postados ao longo dessas semanas, sempre provocando uma reflexão sobre nossas atitudes perante o que sentimos e vivenciamos. Mas ainda há uma coisa importante a ser falada: quando a afetividade é ordenada, podemos viver com maior liberdade interior.

De fato, não podemos escolher o que sentimos. Os sentimentos simplesmente surgem, e não há muito o que se possa fazer a esse respeito. Porém, isso não significa que estamos de mãos atadas. Apesar de não escolher quais sentimentos devem emergir em cada situação, a pessoa equilibrada afetivamente se vê livre para fazer escolhas perante o que sente. Essa é a chave para uma vida madura e íntegra. Embora tenha sentimentos que me causam sofrimento, ainda sim tenho escolhas perante eles; não são determinantes no meu modo de agir.

Sendo assim, não é porque estou com raiva que tenho que agredir alguém, não é porque estou triste que tenho que me isolar, não é porque tenho medo que devo fugir. Apesar da raiva, tristeza e medo, ainda posso escolher como reagir diante da situação.

É possível agir com equilíbrio e consciência apesar dos sentimentos que se tem. Isso se chama liberdade interior! Obviamente, é um exercício que exige esforço e dedicação... mas como a vida se torna mais leve e plena quando a pessoa faz essa experiência!

E você, pode se dizer livre na sua afetividade?

Gabriela Neves

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Reordenando a afetividade

Quando se trata de afetividade, todos temos questões a serem resolvidas. Nos textos anteriores do nosso blog, tratamos das principais dificuldades em lidar com os próprios sentimentos (se você não acompanhou esses textos, recomendamos a leitura). O fato é que todos nós somos, em algum grau, carentes,imaturos, inconsequentes e negligentes com nossa afetividade. Portanto, todos precisamos trabalhar o campo dos afetos, é uma atitude de apreço para consigo mesmo, pois torna possível viver de forma mais plena, livre e responsável.

O primeiro passo é sempre constatar o que está desordenado. É ter coragem de olhar o que não está bem, tocar as feridas existentes e enxergar a própria realidade. Nem sempre é algo simples a se fazer, mas extremamente necessário. A partir dessa constatação, é possível dar um significado novo aos fatos da prórpria história de vida. Esse processo é como um renascimento: aquilo que antes era uma ferida aberta, pode ganhar um novo sentido e tornar-se uma experiência que fortalece, impulsiona e amadurece.

Olhar para si e reorganizar a própria desordem é um processo que torna possível a mudança daquilo que antes já se tinha como determinante na vida. Muitas vezes determinamos quem somos, o que somos capazes de fazer ou não, quem são as pessoas ao nosso redor, quais situações que não são capazes de modificar... mas muitas dessas determinações nascem simplesmente da falta de abertura para tocar os próprios sentimentos e a história pessoal. Quando fazemos a experiência de ressignificar a vida, muitos dos nossos conceitos caem por terra e muitas das coisas que julgávamos sedimentadas e definitivas podem ganhar novos rumos. Só temos a ganhar!

Gabriela Neves